Resumo das comunicações
Trabalhadores resilientes geram organizações resilientes - Uma perspetiva na óptica do Lean Management
José Lucas Oficina de Competências Braga, Portugal
No atual contexto empresarial, caracterizado pela crescente competitividade e exigência dos mercados e dos consumidores, as organizações procuram, cada vez mais, profissionais capazes de agir perante estes contextos. O conceito de resiliência advém do contexto da física como a propriedade de um corpo recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação. Posteriormente, este conceito foi adaptado pela Psicologia, surgindo associado à capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, gerindo-os e ultrapassando-as de forma eficaz. No mercado de trabalho atual, caracterizado por ambientes altamente stressantes e exigentes, a capacidade de adaptação e de superação face às diferentes situações com que os profissionais se deparam é considerada essencial. Para além das capacidades técnicas, as capacidades comportamentais, também chamadas softskills, surgem como fundamentais, assumindo-se a resiliência como uma das mais importantes. O conceito de resiliência surge, assim, ancorado a nível micro à capacidade de os indivíduos enfrentarem e gerirem situações adversas, transformando-se a nível macro na capacidade de as organizações gerirem essas mesmas situações. Neste contexto propomos analisar a relação do Lean Management e a sua influência no desenvolvimento das softskills, entre as quais a resiliência. Em suma, é essencial na medida em que organizações que integrem na sua equipa trabalhadores resilientes serão, também elas, organizações resilientes, mais competitivas e capazes de agir no mercado global.
Palavras-chave: Resiliência, Carreira, Organizações, Soft-skills
Advocay pelos serviços de informação: superar situações adversas, construir novos caminhos
Alexandra Lourenço (Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas; Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Lisboa, Portugal)
Pretende-se deixar um testemunho sobre a capacidade de adaptação, diante de dificuldades consideradas como risco ou perante obstáculos imprevisíveis, e sobre a necessidade de enfrentar as situações com os pés no chão – sem otimismo exacerbado ou discursos derrotistas –, construindo novos caminhos realistas. O momento atual caracteriza-se por frequentes e rápidas transformações sociais, económicas e tecnológicas, a necessidade de adaptação é inevitável, demandando a mobilização de indivíduos e instituições. Não basta ser excelente tecnicamente, é preciso ter flexibilidade para se adaptar às mudanças, entender que os imprevistos fazem parte da rotina, buscar por novas experiências e ideias diferenciadas. Assume especial relevância a capacidade de interagir, de trabalhar em equipa, de partilhar, mas também de advogar por uma causa comum, de conseguir comprometer-se de facto. A formação é essencial para potenciar este novo profissional e a sua importância na organização. A solidarização é fundamental para que este profissional cause impacto social, transformando um momento potencialmente adverso para os serviços de gestão da informação, num momento estratégico para a sua valorização.
Palavras-chave: Advocacy, Resiliência, Valorização, Serviços de gestão de informação
Why Information Management?
Carlos Latourrette (Latourrette Consulting Porto, Portugal)
Os desafios da gestão da informação colocados às organizações, num cenário de crescente competitividade internacional e elevada exigência, são cada vez maiores, sendo necessária a introdução progressiva da qualidade e da rapidez ao menor custo. Num mundo de constantes “interrupts” em que o e-mail, sms, telefonemas, chats, etc, nos estão constantemente a provocar alterações de contexto e a desfocar-nos das nossas atividades principais, podemos olhar para esta realidade como um verdadeiro atentado à produtividade empresarial devido aos tempos de entrada e saída gerados pelos “interrupts” ou então como um enorme mundo de oportunidades se bem enquadrados tecnologicamente e processualmente devidamente capturados e contextualizados com as nossas atividades core. Nas organizações de sucesso, o mesmo é atingido se forem obtidos desempenhos acima das expectativas, sendo este um processo de evolução incremental. No entanto, o contexto económico obriga a que as organizações reduzam rapidamente os seus custos, colocando aos gestores enormes desafios.
Palavras-chave: Gestão, Informação, Desafios, Information, Management
Pensar, Planear e Partilhar: na base da resiliência de uma organização
Marlene Oliveira (Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão)
Na atualidade, dado o alto nível de competitividade, é essencial que as organizações adaptem as suas ações de forma a responderem eficazmente às necessidades dos públicos/utilizadores, cada vez mais exigentes. Em pequenas e médias organizações, com um número reduzido de colaboradores, a resiliência de cada um determinará a capacidade que a organização tem em responder assertivamente e rapidamente às exigências pronunciadas. Numa organização como a Fundação Cupertino de Miranda, com um total de 10 colaboradores repartidos por receção, livraria, serviços administrativos, serviço educativo, museu e biblioteca, o trabalho colaborativo e a capacidade que cada um tem em se adaptar às exigências dos outros é, sem dúvida, um fator decisivo para a concretização com sucesso dos projetos ambicionados pela fundação. Assim, uma organização assume-se como resiliente incentivando o trabalho em equipa, a informação partilhada e fomentando a capacidade que o ser humano tem em adaptar-se às dificuldades encontradas no decorrer da sua actividade. Centraremos a nossa atenção nos departamento da Biblioteca e do Museu, uma vez que estes dois departamentos trabalham em projetos comuns e exemplificam a importância para a valorização, credibilidade e visibilidade da organização, do trabalho em equipa e da partilha constante de atividades e informação.
Palavras-chave: Gestão de informação, Resiliência organizacional, Polivalência; Trabalho colaborativo.
Perfis Potenciadores do Conhecimento Organizacional
Maria José Sousa (Universidade Europeia, Lisboa, Portugal)
Esta comunicação tem como principal objetivo é analisar os mecanismos usados pelas empresas para gerar condições para facilitar a criação, partilha e utilização de conhecimento. Antes de mais, é necessário partir de um conceito de conhecimento, pois numa análise à literatura sobre o tema, verifica-se que este pode assumir diferentes conceções de acordo com diferentes escolas de pensamento. Um dos pressupostos desta investigação, refere-se ao facto do conhecimento tácito poder ser explicitado, através de diversas formas de partilha de conhecimento, quer seja feito informalmente ou através de mecanismos bem estruturados e com objetivos definidos para capturá-lo e disseminá-lo. Porém, existem vários obstáculos que as empresas necessitam ultrapassar, para conseguirem efetivar os processos de partilha de conhecimento entre os seus trabalhadores. Neste contexto, foram realizados dois estudos de caso que ajudaram a identificar perfis de conhecimento e a forma como estes se inter-relacionam em diversos momentos da vida de uma organização.
Palavras-chave: Conhecimento tácito, Conhecimento explicito, Perfis de conhecimento, Partilha de conhecimento.
Gestão do conhecimento em organizações jurídicas: perfis e modelos de desempenho.
Cláudia Lopes Gonçalves (Sociedade de Advogados Uría Menéndez - Proença de Carvalho)
Os perfis do profissional da informação em sociedades de advogados portuguesas, brasileira e espanholas, constituem o objeto de análise desta comunicação, refletindo sobre o modelo de identidade profissional, competências e visibilidade social da profissão. Abordam-se questões relacionadas com a gestão do conhecimento, gestão da qualidade dos serviços de informação e impacto da profissão nas organizações jurídicas. A existência de vários perfis CID caracteriza uma fase de afirmação e desenvolvimento de competências neste sector, não estando ainda definido um modelo único de gestão de conhecimento e de competências para garantir a qualidade do desempenho e o sucesso profissional CID associado ao desenvolvimento da carreira profissional nestas sociedades. Os resultados evidenciam o interesse destas organizações em desenvolver departamentos de gestão do conhecimento como uma estratégia empresarial, garantindo: a qualidade da produção jurídica intelectual externa; a memória organizacional; a qualidade dos relacionamentos intra e inter-organizacionais. Tendo por base os resultados da dissertação de mestrado “Satisfação, qualidade e impacto do trabalho do profissional CID – Estudo em organizações jurídicas” são feitas recomendações para consolidar a gestão eficaz da informação; melhorar o desempenho para satisfazer as necessidades informacionais dos utilizadores/clientes; criar e desenvolver um modelo de gestão de competências; investir na formação; investir nos relacionamentos entre profissionais CID, os utilizadores/clientes e a comunidade jurídica; e inovar.
Palavras-chave: Profissional da informação, Gestão do conhecimento, Sociedades de advogados, Impactos do desempenho.
Perfis de gestão do e-mail em contexto organizacional: a relação entre as atitudes e os comportamentos dos utilizadores
Rui Filipe C. Quaresma (Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, CEFAGE-UÉ Évora, Portugal)
Cristina Galamba Marreiros (Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, CEFAGE-UÉ Évora, Portugal)
Sílvia Paula Rosa da Silva (Instituto Politécnico de Tomar, Tomar, Portugal)
O correio eletrónico é, atualmente, uma das principais ferramentas de trabalho das organizações, independentemente da sua dimensão, setor de atividade ou se é pública ou privada. Apresenta um potencial elevado para transformar a forma como as organizações e os seus processos funcionam, sendo capaz de agilizar o seu funcionamento, facilitando as trocas de informação, internas e externas, e contribuir para o aumento da produtividade dos seus colaboradores. As principais conclusões de um estudo realizado em Portugal sobre a utilização do correio eletrónico em contexto organizacional, e que apresentamos aqui, confirmam que se trata de uma ferramenta que contribui para o aumento da produtividade pessoal e para a qualidade do trabalho realizado por cada colaborador. Os dados revelam ainda que a utilização do correio eletrónico está associada ao perfil do utilizador (idade, género, nível de escolaridade e dimensão da organização) e que existe a necessidade de realizar ações nas organizações para potenciar a utilidade desta ferramenta.
Palavras-chave: Correio eletrónico, Utilizadores, Comportamentos.
Comissão
Ana Lúcia Terra
Cândida Silva
Inês Braga
Milena Carvalho
Susana Martins
Organização
Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação
Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão
Instituto Politécnico do Porto
Rua D. Sancho I, 981
4480-876 Vila do Conde
e-mail: ctdi2015@eseig.ipp.pt
tel.: 252 291 700



